Ontem à noite o Jornal Nacional entrevistou a candidata Marina Silva à presidência da República. O vídeo da entrevista está logo abaixo.
Os entrevistadores, como já fizeram com Dilma na primeira entrevista, insistiram no que identificam como alvo de críticas.
No caso de Marina Silva, a insistência foi em questões como: a inexperiência em cargos executivos, a inexpressividade de seu partido, a dificuldade de compor um governo depois de uma candidatura apresentada somente pelo PV, sem nenhuma coligação ou apoio.
As duas questões mais agudas levantadas na entrevista foram a acusação de que o Ministério do Meio Ambiente, quando comandado por Marina demorava com as licenças atrasando obras necessárias de infra-estrutura.
E a iusitada afirmação de que Marina devia ter saído do PT e do governo na época do “mensalão”, demonstrando indignação com os desmandos éticos, e não quando saiu.
Ao contrário do fraco desempenho que teve no debate da Band, conforme a maioria das avaliações, na entrevista Marina se saiu muito melhor. Assim como já tinha ido muito bem na entrevista para a rádio CBN.
Marina insiste em se apresentar como uma opção além do maniqueísmo PT – PSDB. Propõe excluir o fisiologismo político de cena (citou o DEM e o PMDB como amarras aos governos FHC e Lula), chamando nomes do PT e do PSDB para compor seu governo. Não se trata, segundo ela, de ficar insistindo na oposição por oposição, mas de superar os legados de ambos os governos, e avançar na produção do bem comum ao mesmo tempo em que se constrói uma cultura de respeito ao meio-ambiente.
Apesar do tempo tão curto, Marina consegue expor idéias de forma clara, tem críticas consistentes e um projeto que parece ter noções um pouco melhores dos rumos que a economia vai tomando no século XXI. Mais do que a questão do meio-ambiente, parece que a candidata insiste bastante na importância da educação.
O vídeo e a transcrição da entrevista estão aqui no site da Globo.
16 August 2010 at 2:33 am
Considerei substanciosa e elegante. Bastante mais adequada do que o Serra e a Dilma.
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