Saiu a 100ª pesquisa CNT/Sensus, que avalia um monte de coisas, inclusive intenção de voto para presidente.
As pesquisas que saem agora são sondagens muito imprecisas, servem mais para guiar estratégias políticas dos candidatos que para qualquer outra coisa. A campanha só começa em julho, e é só lá que saberemos realmente quem serão os candidatos, com quais chapas. Quando isso acontecer, tudo muda.
O gráfico que ilustra este texto foi feito por mim, com os dados das pesquisas 98, 99 e 100. Trata-se das pesquisas de intenção de voto espontânea - aquela em que o entrevistador pergunta ao eleitor em quem pretende votar nas eleições de 3 de outubro. O eleitor responde com o nome que lhe vem à cabeça.
O outro tipo de pesquisa é a estimulada, onde o eleitor escolhe o candidato em uma lista.
Fiz o gráfico usando somente as declarações válidas de intenção de voto. Ou seja, considerei apenas os eleitores que apontaram algum candidato. É o que chamamos de “votos válidos”, e é com base neles que o TSE define os eleitos.
Se você quiser conferir, estão aqui os dados da pesquisa CNT/Sensus: 08/09 (98ª), 23/11 (99ª) e 1°/02 (100ª). A planilha que montei para fazer o gráfico está aqui.
Pode-se perceber que o eleitor já vai descartando as candidaturas de Aécio, Heloísa Helena e Alckmin, que não deverão ser candidatos. Crescem muito as candidaturas de Marina e Dilma.
Detalhe mais importante: boa parte dos eleitores não leva em conta que Lula não será candidato. A grande questão é saber para quem irão seus votos.
A pesquisa estimulada (que o eleitor escolhe o candidato em uma lista), deu Serra 33,2 - Dilma 27,8 - Ciro 11,9 - Marina 6,8. Apontando para eleição em 2 turnos.
Com esse texto, inauguramos neste blog a seção Eleições 2010. Pretendemos acompanhar os desempenhos dos candidatos nas principais pesquisas, bem como suas propostas. Faremos análises, mas não campanha. O blog tem linha política de centro-esquerda, ou social-democrata (não confundir com PSDB), e está interessado principalmente na elevação do nível do debate político, no desenvolvimento do Brasil e na correção das injustiças sociais. Plataforma comum aos 4 candidatos, aliás.







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